Checklist de adequação à NR-1: o que fazer até 26 de maio?

A contagem regressiva já começou. No dia 26 de maio de 2026, a fiscalização da nova NR-1 deixa de ser apenas educativa e passa a ter caráter punitivo. Isso significa multas, autos de infração e exposição em ações trabalhistas para empresas que não tiverem feito o dever de casa.

Se você é responsável por gestão de pessoas, controle de ponto ou departamento pessoal, este checklist é o seu mapa, direto ao ponto.


Save the date: 26 de maio de 2026

A nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 entrou em vigor em maio de 2025, mas com caráter educativo. Em outras palavras: o Ministério do Trabalho deu um ano de preparação para as empresas se organizarem. Mas, esse período acabou.

A Portaria MTE nº 765/2025 fixou 26 de maio de 2026 como a data definitiva. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou publicamente que não haverá nova prorrogação. Ou seja: a partir desta quinta-feira específica, qualquer empresa com empregados CLT que não tiver incluído os fatores de risco psicossocial no seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pode ser autuada.

A fiscalização não vai pedir um laudo psicológico de cada funcionário. Ela vai olhar o PGR. Se ele estiver desatualizado, genérico ou sem menção aos riscos psicossociais, a notificação pode vir.


O checklist completo de adequação à NR-1

Pegue uma caneta, abra uma planilha ou acompanhe pelo seu dispositivo. Estes são os passos que precisam ser concluídos ou bem encaminhados antes do prazo final.

✅ 1. Atualize o seu PGR com fatores de risco psicossocial

O Programa de Gerenciamento de Riscos é o coração da NR-1. Ele precisa, agora, listar explicitamente os riscos psicossociais ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Documentos genéricos copiados da internet não passam na fiscalização.

Ideias do que incluir: sobrecarga de trabalho, jornadas excessivas, assédio moral e sexual, metas irreais, conflitos interpessoais, falta de autonomia e violência no ambiente.

✅ 2. Faça um diagnóstico real do ambiente de trabalho

Não dá para mitigar o que não foi mapeado. Aplique pesquisas de clima, escute lideranças, analise dados de absenteísmo e turnover. Cada empresa tem realidades diferentes.

✅ 3. Reúna os dados que você já tem

Antes de contratar uma consultoria nova, olhe para dentro. Sua empresa provavelmente já possui:

  • Registros de ponto e horas extras;
  • Atestados médicos e afastamentos;
  • Pesquisas de clima passadas;
  • Relatórios de turnover por setor;
  • Reclamações registradas no canal de denúncia.

Esse acervo é matéria-prima do seu diagnóstico.

✅ 4. Envolva quem precisa estar envolvido

A NR-1 não é “problema do RH”. O processo correto integra SESMT, medicina ocupacional, CIPA, lideranças e até representantes dos próprios trabalhadores. Defina papéis e responsabilidades por escrito.

✅ 5. Construa um plano de ação com prazos e responsáveis

Cada risco identificado precisa de uma medida correspondente. E cada medida precisa de um dono e de uma data. Plano de ação sem nome e sem prazo é só boa intenção.

✅ 6. Treine líderes pois eles são o gargalo

A maior parte dos riscos psicossociais nasce ou se agrava na relação entre liderança e equipe. Capacitações sobre gestão saudável, feedback, prevenção de assédio e saúde mental são obrigatórias na prática, mesmo quando a norma não diz “obrigatório” com todas as letras.

✅ 7. Crie ou reative seu canal de denúncias

O canal precisa ser anônimo, acessível e tratado com seriedade. Denúncia engavetada é evidência de omissão em um eventual processo.

✅ 8. Documente tudo sempre

Treinamento sem lista de presença não aconteceu para a fiscalização. Reunião sem ata não aconteceu. Pesquisa de clima sem relatório arquivado também não. Crie a cultura de registrar.

✅ 9. Defina indicadores de monitoramento

A NR-1 exige revisão periódica. Escolha métricas claras: índice de absenteísmo por setor, número de afastamentos por CID relacionado a saúde mental, taxa de horas extras, turnover, resultado das pesquisas de clima.

✅ 10. Marque a revisão anual no calendário

PGR não é documento estático. A norma exige atualização sempre que houver mudanças relevantes no ambiente, na organização do trabalho ou nos próprios riscos. No mínimo, uma revisão anual.


Como o controle de ponto vira sua maior evidência de conformidade

Este é o ponto que poucos artigos abordam, mas que muda tudo para quem gerencia jornada.

Quando um auditor-fiscal do Trabalho chega na sua empresa, ele não consegue medir “estresse” com um termômetro. O que ele faz é olhar dados objetivos que sinalizem riscos psicossociais. E é aqui que o controle de ponto se torna protagonista.

Um sistema de ponto bem usado mostra, com números:

  • Quem está fazendo horas extras de forma recorrente (sinal de sobrecarga);
  • Quem não está cumprindo intervalos intrajornada (sinal de pressão excessiva);
  • Quais setores acumulam mais banco de horas (sinal de planejamento falho);
  • Quem trabalha em escalas que violam descansos legais (sinal de risco direto).

Por outro lado, um controle de ponto manual, com planilhas frágeis ou registros adulteráveis, cria o efeito oposto: vira evidência contra a empresa. Se a fiscalização identifica que os registros são inconsistentes, presume-se que há algo a esconder.

A TiqueTaque foi pensada justamente para esse cenário. O sistema registra a jornada de forma confiável, gera alertas automáticos para horas extras, organiza escalas e ainda oferece o Termômetro de Sentimentos, recurso que permite acompanhar como sua equipe está emocionalmente, exatamente o tipo de evidência que demonstra diligência ativa diante da NR-1.

Para quem precisa ir além do checklist e quer um material aprofundado, a TiqueTaque preparou o Manual de Adequação à NR-1 — um e-book gratuito que detalha cada etapa do processo, com exemplos práticos, ferramentas e orientações específicas para quem gerencia ponto, jornada e pessoas.

👉 Baixe o Manual de Adequação à NR-1 gratuitamente

É leitura obrigatória para quem ainda tem dúvidas sobre por onde começar ou quer garantir que nenhum detalhe ficou de fora antes do prazo final.


Perguntas frequentes sobre a NR-1 em 2026

A partir dessa data, a fiscalização do Ministério do Trabalho passa a aplicar autuações e multas para empresas que não incluírem os fatores de risco psicossocial no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Antes desse marco, o caráter era apenas educativo.

Todas as empresas com empregados regidos pela CLT, independentemente do porte ou setor. Microempresas e pequenas empresas têm versões simplificadas do PGR, mas a obrigação existe.

Não. A norma exige gestão dos riscos psicossociais, não diagnóstico clínico individual. A empresa precisa identificar, avaliar, controlar e monitorar fatores organizacionais — e isso é feito com profissionais habilitados em SST, apoiados pelo RH e pela liderança.

Não. O responsável técnico é o profissional habilitado em Segurança e Saúde no Trabalho. O RH e o DP atuam como facilitadores, organizando dados, monitorando indicadores e apoiando a comunicação interna.

Depende do tamanho e da maturidade prévia em SST, mas a recomendação é considerar pelo menos 60 a 90 dias para um diagnóstico mínimo, plano de ação e atualização documental. Quanto mais perto do prazo, mais difícil fica.

Sim, indiretamente. Os registros de jornada são uma das principais fontes objetivas para identificar sobrecarga de trabalho, descumprimento de intervalos e padrões de horas extras — todos fatores classificados como risco psicossocial.

Comece pelos passos 1, 2 e 3 do checklist desta página. Reúna os dados que já existem internamente, faça um diagnóstico inicial e busque apoio profissional habilitado para estruturar o PGR. Mesmo um plano em andamento é considerado pela fiscalização. Diligência conta.


Próximos passos: por onde começar agora

Se você chegou até aqui, já está à frente da maioria. O próximo movimento é transformar leitura em ação. Sugerimos esta ordem:

  1. Hoje: rode o checklist acima e marque o que sua empresa já tem
  2. Esta semana: reúna a liderança e apresente o cenário de prazo e riscos
  3. Este mês: contrate ou alinhe com o profissional habilitado responsável pelo PGR atualizado
  4. Antes de 26 de maio: finalize o documento, treine líderes e ative o monitoramento contínuo

A TiqueTaque caminha com você nessa jornada. Nosso sistema de gestão e controle de ponto fornece os dados objetivos que sustentam o seu PGR, e o adicional Termômetro de Sentimentos permite que líderes monitorem o clima e o bem-estar da equipe, gerando o tipo de evidência que protege a empresa e cuida das pessoas ao mesmo tempo.

A fiscalização já tem data marcada. Sua adequação também precisa ter. 


Conteúdo atualizado conforme Portaria MTE nº 1.419/2024, Portaria MTE nº 765/2025 e diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *