Quais são os 5 tipos de escalas da TiqueTaque?

Toda gestão de ponto começa pela escala. É ela que define a jornada, calcula as tolerâncias e diz ao sistema o que esperar de cada funcionário. Quando a escala está certa, o cálculo flui. Quando está errada, o caos toma conta da folha-ponto.

Por isso, dentro da TiqueTaque, existem cinco tipos de escala. Cada tipo foi pensado para uma realidade diferente: do escritório com horário comercial fixo ao plantão hospitalar, passando pelo profissional que trabalha por hora avulsa. Cada modelo tem regra própria, cálculo próprio e um cenário em que faz mais sentido.

A seguir, você vai conhecer as cinco opções, entender como cada uma funciona e ver para qual situação cada escala se encaixa melhor. No fim, separamos um FAQ com as dúvidas mais comuns.


Qual a importância de uma escala de trabalho definida?

Antes de listar os tipos, vale um lembrete rápido: a escala não é só um campo de cadastro. É a base que vai gerar horas extras, atrasos, banco de horas, DSR e adicional noturno. Trocar de escala depois enquanto a operação já está registrando o ponto pode ser trabalhoso. Melhor acertar logo na primeira tentativa.

Uma escala configurada diz ao sistema:

  • Em quais dias o funcionário trabalha;
  • Qual a carga horária prevista;
  • Como contar atrasos e horas extras;
  • O que vai para o banco de horas.

Confirme com sua liderança se na empresa a contabilização de horas trabalhadas a mais é banco de horas, horas extras ou os dois. Na TiqueTaque, você pode customizar dentro dos cinco tipos.

Com isso em mente, vamos para as cinco opções.


Os 5 tipos de escala da TiqueTaque

A Normal é a escala mais tradicional. Você define um horário de entrada, intervalo e saída, e o funcionário precisa cumprir exatamente o que foi configurado. As tolerâncias funcionam em cima desses marcos.

Exemplo prático: se a jornada é das 08h às 17h, o sistema espera essas marcações. Chegou às 08h18? Já entra no cálculo de atraso, respeitando a tolerância definida. (Confirme com sua liderança sobre a tolerância da empresa.

Para qual caso funciona melhor:

  • Empresas com horário comercial padrão;
  • Escritórios, lojas e indústrias com turno fixo;
  • Operações que valorizam pontualidade na entrada e saída.

Se o seu time precisa estar no posto em horários definidos, a Normal é a escolha natural.

Aqui o foco muda. Em vez de cobrar horário, a Flexível olha o total de horas trabalhadas no dia. Se a jornada prevista é de 9 horas, tanto faz se o funcionário começou às 08h ou às 10h, desde que cumpra essas 9 horas no dia.

Exemplo prático: Maria deveria trabalhar das 08h às 17h. Em um dia específico, ela entrou às 10h e saiu às 19h. Como ela está na Escala Flexível, está tudo certo: bateu as 9 horas combinadas.

Para qual caso funciona melhor:

  • Times de tecnologia, marketing e áreas criativas;
  • Empresas com cultura de horário flexível;
  • Profissionais que se beneficiam de autonomia para gerir a própria rotina.

Nesse modelo, a tolerância se aplica sobre o total da jornada, e não sobre cada batida individual.

A 12×36 é desenhada para quem trabalha 12 horas seguidas e folga nas 36 seguintes. As regras de horário seguem a lógica da Normal, mas com um diferencial bem útil: o sistema lança as folgas automaticamente.

A primeira folga é gerada a partir do primeiro registro do funcionário. Se você precisar dessa folga já no mesmo dia do cadastro, é possível ajustar pela Escala de Folgas.

Para qual caso funciona melhor:

  • Hospitais, clínicas e equipes de saúde;
  • Portarias, vigilância e segurança patrimonial;
  • Operações industriais com turnos longos;
  • Serviços essenciais com cobertura 24 horas.

Se a rotina da sua empresa envolve plantão, essa escala economiza muito trabalho manual de lançamento.

A Horista é para funcionários sem dia ou jornada definidos. Tudo o que for trabalhado entra como hora normal a partir dos pontos registrados. Por isso, nessa modalidade não existe hora extra, falta, nem banco de horas. O cálculo é direto: somou as horas registradas, está pronto.

Outra particularidade: a contabilização não acontece por dia, e sim por conjunto de registros. Ou seja, o tempo entre uma entrada e uma saída é contado, mesmo que atravesse a meia-noite.

Para qual caso funciona melhor:

  • Profissionais contratados por hora avulsa;
  • Trabalhadores intermitentes;
  • Equipes de eventos pontuais;
  • Reforços sazonais sem rotina fixa.

Se o pagamento é por hora trabalhada e nada mais, a Horista resolve.

Nesse modelo, o sistema lança todos os horários do funcionário automaticamente, conforme o cadastro. Só quando acontece uma exceção (um atraso, um extra, uma falta) é que o registro manual entra em cena, substituindo a marcação automática.

⚠️ Atenção importante: antes de escolher essa opção, converse com a contabilidade e a área jurídica da sua empresa. Em alguns casos, o Ponto por Exceção pode ser interpretado como “ponto britânico”, uma prática vedada pela legislação trabalhista no Brasil.

Para qual caso funciona melhor:

  • Empresas com cultura de gestão de ponto já consolidada e documentada;
  • Categorias amparadas por acordo coletivo específico;
  • Cenários previamente validados juridicamente.

Além de escolher a escala, é preciso ter cuidado para garantir que o uso esteja dentro da lei.


Comparativo: qual escala usar?

Para facilitar a decisão, segue um resumo direto:

Tipo de escalaQuem se beneficiaCaracterística principal
NormalTimes de horário fixoCobra o cumprimento das marcações exatas
FlexívelTimes com autonomiaFoco no total de horas do dia
12×36Plantões e turnos longosFolga automática no dia seguinte
HoristaTrabalho avulsoSoma o tempo registrado, sem extra nem falta
Ponto por ExceçãoCasos validados juridicamenteMarca apenas o que foge do padrão

Vale lembrar que, dentro da TiqueTaque nos Planos Go e Hub, você pode criar quantas escalas precisar. Se a empresa tem um grupo no horário comercial e outro em plantão, basta cadastrar duas escalas separadas e vincular cada equipe à sua.


FAQ: dúvidas frequentes sobre os tipos de escala

Posso usar mais de um tipo de escala na mesma empresa?

Sim. Você cadastra cada escala separadamente e vincula ao funcionário ou grupo correspondente. Não existe limite no sistema admin em planos Go e Hub.

Trocar a escala de um funcionário altera o histórico?

A escala nova passa a valer a partir da vinculação. Para entender o impacto em lançamentos já feitos, vale revisar o cadastro junto com o atendimento antes de trocar.

Qual a diferença prática entre Normal e Flexível?

A Normal cobra o cumprimento dos horários marcados. A Flexível cobra apenas a carga horária total do dia. Em times com cultura mais aberta, a Flexível costuma se encaixar melhor.

A escala 12×36 lança folgas sozinha mesmo?

Sim. As folgas são pré-definidas pelo sistema a partir do primeiro registro. Se precisar de uma folga no mesmo dia do cadastro, é possível ajustar pela Escala de Folgas dentro do menu Gestão de Ponto.

Por que a Horista não acumula hora extra?

Porque, nesse modelo, todo tempo registrado já é considerado hora normal trabalhada. Como não existe jornada prevista, também não existe excedente a gerar.

Ponto por Exceção é legal no Brasil?

Depende da realidade da empresa, da categoria profissional e do acordo coletivo aplicável. Antes de habilitar, é fundamental conversar com a contabilidade e o jurídico.

Como escolher entre os cinco tipos?

Comece pelo cenário real do funcionário. Tem horário fixo? Normal. Tem autonomia de horário? Flexível. Faz plantão? 12×36. Trabalha por hora avulsa? Horista. Tem cobertura jurídica para o Ponto por Exceção? Essa pode ser uma opção.


Resumindo

Configurar a escala certa logo de início poupa muito retrabalho lá na frente. E, se restar qualquer dúvida na hora de escolher, o time da TiqueTaque estará pronto para ajudar pelo chat. 💜

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